Saiu no Canal Energia e também no "O Eco" uma matéria sobre o desenvolvimento do plástico verde. Aparentemente, a partir da cana de açúcar, pode-se desenvolver o eteno, e, a partir do eteno, o polietileno. A vantagem da operação é o fato de ser carbono-negativa, ou seja, de, em seu processo de produção, emitir menos carbono do que seqüestra. Há o problema da não-biodegradabilidade do plástico, mas ele pode ser reciclado, o que alivia o problema dos lixões e aterros e gera oportunidades de renda. Mas e de onde virá a cana?
Hoje, o Brasil possui 220 milhões de hectares dedicados à pecuária e, aparentemente, 50% dessa área já é degradada e poderia ser utilizada para a cultura da cana. A ação da operação Arco de Fogo da policia federal é pontual e foca nas madeireiras. Resta agir sobre a pecuária e sobre a cultura de grãos, redirecionando-as para as áreas já degradadas.
Pelo o que parece, a pecuária brasileira é muito intensiva em área e, onde hoje pasta um boi, poderia pastar um boi e meio. Por que então expandir a extensão dos pastos? Está faltando informação e está faltando os ruralistas e os pecuaristas entrarem na discussão com propostas viabilizadoras da preservação da Amazônia e dos outros biomas brasileiros.
2008-05-04
Plástico Verde
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